Eleições 2018
Você também está desanimado com os políticos do nosso país? Está sem ânimo para ir às urnas nas próximas eleições? O desânimo que atinge boa parte dos eleitores brasileiros é compreensível. Os últimos tempos têm sido marcados por denúncias de improbidade administrativa, corrupção, desvio de malas de dinheiro e de armações políticas com o objetivo de garantir o poder de alguns em benefício de poucos e prejuízo de muitos. No entanto, a Igreja de Jesus Cristo não pode se deixar vencer pelo desânimo, tampouco abrir mão do seu papel profético de denunciar situações que atentem contra a dignidade humana.

Um dos papéis da Igreja é justamente trabalhar para que toda a sociedade, incluindo os partidos políticos, se empenhe para que a vontade de Deus em favor das pessoas sofridas e exploradas perpasse as esferas jurídica, econômica e política.

A Igreja que se distancia da política, restringe o Senhorio de Deus e prejudica o bem-estar de todas as suas criaturas. Uma boa e justa ordem social faz parte da vontade de Deus. Segundo Lutero, um “bom governo” faz parte do “pão nosso”, pelo qual Jesus nos ensinou a interceder. Por isso, cabe insistir na responsabilidade das instâncias políticas e de todos os cristãos.

Somos Igreja de Jesus Cristo no Brasil e, portanto, corresponsáveis por aquilo que aqui acontece. Cremos que a verdadeira fé se expressa no amor e se traduz em ações em favor de tudo o que é necessário para a vida digna. Todos os cidadãos, independentes de sua confissão religiosa, fazem e sofrem as consequências da política.

Com a participação da Igreja e dos cristãos nas eleições podemos ajudar a constituir um bom governo. Fiscalizar as ações daqueles que elegemos e indicar projetos que correspondam ao Evangelho, devem fazer parte do nosso dia-a-dia. Portanto, fé e ação política não se excluem. Logo, o exercício do voto é de extraordinária importância para todos. Quem não se envolve no processo político e deixa de votar, colabora para a eleição de maus políticos. Se você optar por ficar “na sua”, deixando que tudo permaneça como está, estará aceitando a situação e colaborando com ela. Abra a sua Bíblia no livro de Juízes 9.7-16, e reflita sobre esta passagem sagrada. O que ela nos ensina?

Enquanto cidadãos católicos e luteranos, integrantes de um Município, Estado e País, podemos e devemos ser sal e luz no mundo (Mt 5.13 e 14). Mundo é onde vivemos: casa, escola, trabalho, córrego, bairro, cidade. Portanto, é dever de todo cristão envolver-se com política, questionando, propondo, causando mudanças e selecionando bons candidatos na hora de votar.

Inspirados no gesto profético do Papa Francisco, ousamos dizer: “Ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião a uma intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos” (Evangelii Gaudium, 183).



O COMPROMISSO DO CRISTÃO NA DEMOCRACIA

Enquanto instituição, a Igreja não é partido, não faz política partidária, nem se permite ser usada como palanque partidário. Ela não tem um partido próprio, nem adota um partido como seu. Porém, é seu dever incentivar o cristão a se engajar e a participar da política partidária, levando aos partidos e às ideologias que os sustentam, as riquezas e os valores do Evangelho. Para tanto, o cristão precisa engajar-se em associações de moradores, sindicatos, cooperativas, entidades beneficentes e partidos políticos que tenham compromisso com o bem comum.

Quando o cristão se candidata para um cargo político, deve se afastar de suas funções eclesiais durante o período da campanha eleitoral, por três motivos: para ter mais tempo para se dedicar à candidatura; para não correr o risco de usar a função religiosa em benefício próprio; e para não ser acusado pelos adversários políticos de estar se beneficiando dessa situação.

O cristão tem uma Boa Notícia para anunciar a todos: o Evangelho. O mundo da política só tem a ganhar com a luz que receberá do Evangelho. O cristão consciente faz política, sim, porque ele não se cansa de buscar o bem comum e denunciar a politicagem, por ser ela um pecado contra o ser humano e contra Deus. A fé cristã deve iluminar a política, não substituí-la, nem demonizá-la.



NÃO CONFUNDA POLÍTICA COM POLITICAGEM

A palavra “política” vem do termo grego PÓLIS (cidade). A política é a condução da vida em sociedade. O político é o cidadão que vive em sociedade e que participa ativamente na organização e na vida dessa sociedade. Neste sentido, cada um de nós é um político. Para que a sociedade possa funcionar bem, os políticos (nós, os cidadãos) escolhem pessoas (os governantes) para conduzir os serviços de interesse comum e fiscalizam se esses serviços são bem realizados.

Politicagem é a má prática da política. A politicagem se define pela simples busca de poder e de regalias. Ela usa e abusa do povo para se enriquecer, legitimando o autoritarismo, tornando-se um jeito fácil de roubar. Em síntese, a política trabalha pelo bem comum e a politicagem em benefício próprio.

Somos todos seres políticos por natureza. Quando trabalhamos pelo bem comum, fazemos política. Quando só pensamos em nosso próprio bem, fazemos politicagem.



VOTE COM RESPONSABILIDADE

Estamos nos aproximando das eleições. Elas decidirão os rumos do nosso País e do nosso Estado para os próximos quatro anos. Procure escolher candidatos a presidente, governador, senador, deputado federal e estadual que tenham ficha limpa. É fundamental avaliar também se possuem conhecimento da função que irão desempenhar. Escolha candidatos que respeitam a família, que valorizam a educação de qualidade, a liberdade religiosa e o lazer sadio. Eleja pessoas que defendam saúde e previdência públicas de qualidade. Que defendam a vida e promovam o cuidado da Casa Comum, respeitando o equilíbrio da natureza e que estimulem o desenvolvimento sustentável, que gera oportunidades de trabalho para todos.

O futuro do nosso País e do nosso Estado está em suas mãos! Seu voto é importante. Não embarque na ideia de anular o seu voto, tampouco vote em branco ou deixe de votar. Votos brancos, nulos e abstenção não anulam a eleição, apenas colaboram para eleger candidatos indesejáveis e não compromissados com os valores do Evangelho*. Não troque o seu voto por favorecimentos pessoais, benefícios materiais, promessas ilusórias! Você também é responsável por uma sociedade mais justa e solidária.

Analise os candidatos, seu passado e seus projetos: suas características condizem com o Evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo? Não seja corrupto: não venda ou compre voto! Não corrompa o candidato perguntando o que ele vai lhe dar em troca do seu voto! Pense mais no bem da população do que no seu próprio bem! Assim, você se beneficiará de um bom governo e de uma boa legislatura.

Faça a sua parte e estará contribuindo para o bem de todos. Seja honesto e cumpridor dos seus deveres! Não se espelhe em maus exemplos de desonestidade, mesmo que sejam de pessoas ditas importantes! Faça o bem a todos, sem distinção, com amor e honestidade! Faça a sua parte e não espere pelos outros.



Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias - Bispo Diocesano de Colatina

Dom Paulo Bosi Dal’Bó - Bispo Diocesano de São Mateus

Pastor Joaninho Borchardt - P. Sinodal do Sínodo Espírito Santo a Belém





Fontes:

http://www.tse.jus.br/o-tse/escola-judiciaria-eleitoral/publicacoes/revistas-da-eje/artigos/revista-eletronica-eje-n.-4-ano-3/voto-nulo-e-novas-eleicoes

GRAF, Geraldo. RAMLOW, Leonardo. Nossa Igreja, Nossa Identidade. São Leopoldo. Sinodal.

Mensagens da CNBB; Estudos do NESP-BH
 
 Previdência Social 2018
NOTA DAS IGREJAS CATÓLICA E DE CONFISSÃO LUTERANA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO SOBRE A PEC 287/16 – “REFORMA DA PREVIDÊNCIA”

O Senhor disse: «Eu vi, eu vi a aflição de meu povo que está no Egito [no Brasil e em qualquer lugar], e ouvi os seus clamores por causa de seus opressores. Sim, eu conheço seus sofrimentos. E desci para livrá-lo da mão dos egípcios [e de todos os inimigos dos mais empobrecidos]. (Ex 3, 7ss)

As Igrejas Católica Apostólica Romana e Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), sediadas no Estado do Espírito Santo, são servas do Evangelho do Cristo Jesus; buscam testemunhar juntas esse Evangelho, convidando a humanidade a ouvir e acolher a Boa Notícia da ação redentora de Deus, defendendo a dignidade e os direitos humanos, especialmente dos pobres; confessam-se herdeiras da tradição profética da Bíblia, profundamente comprometida com a paz e a justiça social, pondo-a a serviço da sociedade brasileira; trabalham pela justiça e rejeitam todas as formas de violência e de injustiça.

Diante do apelo bíblico, as duas Igrejas vêm a público manifestar preocupação com relação à Proposta de Emenda à Constituição 287/2016, conhecida como PEC da Previdência, de iniciativa do Poder Executivo que será votada, no mês de fevereiro próximo, pelo Congresso Federal cujo objetivo versa sobre a reforma da Previdência Social do nosso País.

As graves ameaças que pairam sobre o povo brasileiro não podem deixar apáticas as Igrejas e o Povo de Deus. Devem ser alerta e apelo à reação, pois Deus não é da confusão ou da exploração social e sim da paz e da justiça (cf. 1Cor 14,33). Colaborar na percepção e na implantação que serve à paz e à justiça social (cf. Lc 19,42) constitui o nobre e inalienável mandato político dos cristãos em parceria com todas as pessoas de boa vontade.

No seu manifesto “O direito e o poder”, a IECLB defende, para o bem da sociedade, a urgência em recuperar a primazia do direito sobre o poder. O direito é incompatível com o crime, com a ditadura do poder e com a reserva de privilégios indevidos. Cabe ao Estado zelar para que todo cidadão tenha assegurado o amparo do direito e seja cumpridor dos deveres nele implícitos. O poder está a serviço disso. Inclusive mais: é a única maneira de legitimá-lo. O poder se torna útil somente quando se submete ao direito e a ele se presta como braço instrumental.

A responsabilidade pública da comunidade cristã não se esgota com a participação nas eleições. Ela se estende ao longo do mandato das pessoas eleitas. Neste tempo, ela adquire maturidade na vigilância e na consciência crítica. Cabe-nos vigiar e contestar as autoridades sempre que descumpram os seus compromissos e deveres para com o povo e a sociedade, como ainda dizia Lutero: “Não é subversivo criticar a autoridade quando ocorre livre, pública e honestamente no ministério ordenado da Palavra de Deus. Ao contrário, é uma rara virtude louvável e nobre, até mesmo um serviço a Deus especialmente grande.”

Em nota divulgada em março de 2017, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) já nos alertava sobre alguns perigos referentes a esta proposta de reforma. Dizia: “Os números do Governo Federal que apresentam um déficit previdenciário são diversos dos números apresentados por outras instituições, inclusive ligadas ao próprio governo. Não é possível encaminhar solução de assunto tão complexo com informações inseguras, desencontradas e contraditórias. É preciso conhecer a real situação da Previdência Social no Brasil. Iniciativas que visem ao conhecimento dessa realidade devem ser valorizadas e adotadas, particularmente pelo Congresso Nacional, com o total envolvimento da sociedade. O sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. Ele é criado para a proteção social de pessoas que, por vários motivos, ficam expostas à vulnerabilidade social (idade, enfermidades, acidentes, maternidade…), particularmente as mais pobres. Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores ético-sociais e solidários. Na justificativa da PEC 287/2016 não existe nenhuma referência a esses valores, reduzindo a Previdência a uma questão econômica”.

As reformas previstas pela PEC 287 como estão sendo propostas pelo Governo Federal deverão dificultar o acesso aos benefícios (tanto para contribuintes urbanos como para os rurais), exigindo mais tempo de contribuição e reduzindo drasticamente os valores a serem recebidos por meio de aposentadorias e pensões.

Convocamos os cristãos e todas as demais pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem, reagindo contra a PEC 287 e contra os Deputados Federais que defendem a proposta da reforma de Previdência do Governo Federal, a fim de buscar as garantias de justiça social e econômica para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados. Também convocamos os Deputados Federais do nosso Estado para que votem contra esta reforma da Previdência Social proposta pelo Governo Federal. Estaremos atentos aos votos deles no Congresso.

Essa proposta de reforma da Previdência do Governo Temer não pode acontecer. É fim de mandato. É preciso discutir mais com a sociedade. A reforma que precisamos é outra, é a reforma moral e política. Acompanhe o voto do seu Deputado Federal e do seu Senador, pois é ano eleitoral. Se eles apertarem o botão “sim”, a favor desta reforma, aperte, você eleitor, o botão “não” para eles, no dia das eleições.

Exortamos a todas as paróquias e comunidades católicas e luteranas do Estado do Espírito Santo para que sejam corajosas e criativas, alegres e cheias de esperança no seu compromisso de prosseguir na grande aventura que nos espera. Mais do que os conflitos do passado, há de ser o dom divino da unidade entre nós a guiar a colaboração e a aprofundar a nossa solidariedade, estreitando-nos a Cristo na fé, rezando juntos, ouvindo-nos mutuamente, vivendo o amor de Cristo nas nossas relações. Nós, católicos e luteranos, abrimo-nos ao poder de Deus Uno e Trino radicados em Cristo e, testemunhando-O, renovamos a nossa determinação de ser fiéis arautos do amor infinito de Deus por toda a humanidade.

Atenciosamente,


Bispo Metropolita do ES Pastor Sinodal do ES


Estado do Espírito Santo, fevereiro de 2018



DIGA NÃO À REFORMA DA PREVIDÊNCIA PROPOSTA PELO GOVERNO FEDERAL!
 
 JUBILEU DOS 500 ANOS DA REFORMA
COLATINA, 01 DE OUTUBRO DE 2017
Saindo da praça Sol Poente (8h), passando pela ponte Florentino Avidos, até o Castelão. Venha participar.
 
 40 anos da Paróquia de Colatina
Já estamos nos preparando para celebrar os nossos 40 anos de história e testemunho de fé. A paróquia de Colatina, assim, tem a honra de convidar todas as suas comunidades para um grande dia celebrativo que acontecerá em Cascatinha do Pancas, dia 30 de Outubro, com a chegada prevista para às 7:30h. Divulgue este evento. Participe.
 
 Solidariedade: IECLB marca presença na distribuição de água em Colatina
No dia 28 de novembro de 2015, no antigo restaurante popular de Colatina, jovens da IECLB, com a presença do Presidente da Paróquia, Sr. Levino Schulz e os Pastores Ismar Schieffelbein e Luciano Ribeiro Camuzi (Paróquia de Colatina), receberam uma carga de 700 galões de 20 litros de água para serem doados à Secretaria de Assitência Social. A água foi comprada pelo Sínodo Espírito Santo a Belém por intermédio de Sr. Algemiro Schultz e transportada de Domingos Martins até Colatina pelo Sr. Elcio Tresmann, ambos membros da Paróquia. Essa água será destinada às escolas, hospitais e para toda a rede de atendimento social do município de Colatina/ES. Somos gratos a todos os membros da IECLB e suas paróquias que se empenharam nesta campanha solidária. A solidariedade de nossos membros, em especial nesta época do Advento, é sinal do nosso compromisso com a palavra de Deus. Faço votos de um bom tempo de Advento e Natal a todos vocês.

Em Cristo,

P. Luciano Ribeiro Camuzi

Doações em dinheiro
O Sínodo Espírito Santo a Belém disponibilizou uma conta para receber doações em dinheiro. Com essas doações compraremos água direto na fonte de produção e destinaremos às cidades que mais precisam.

BRADESCO: Agência 2197-0 - Conta corrente: 7.204-4
BANESTES: Agência 271 - Conta corrente: 6.235.170
SICOOB: Agência 3008-2 - Conta corrente: 71.467-4